A OMS (Organização Mundial da Saúde) define as doenças crônicas (DC) como “doenças de longa duração e de progressão, geralmente, lenta” e o CDC (Centers for Disease Prevention and Control) nos EUA , define-as como “condições que não curam, uma vez adquiridas… e que duram 3 meses ou mais”
Existem vários tipos de doenças crônicas, mas as duas principais são:
- Condições congênitas: (aquelas que já nascemos com a doença ou ela desenvolve nos primeiros meses de vida), são consideradas doenças crônicas, como a fenilcetonúria, espinha bífida e cardiopatias congênitas, por exemplo.
- Doenças crônicas não congênitas: já o percurso dessas doenças é longo e muitas vezes o processo de cura é lento ou até inexistente, tornando uma condição permanente.
As doenças crônicas são transmissíveis ou não transmissíveis?
As principais doenças crônicas podem ser divididas em transmissíveis e não transmissíveis. A primeira tem início a partir de um processo infeccioso ou parasitário e a segunda é caracterizada pela progressão de acometimentos fisiológicos que acabam desencadeando a doença.
As doenças crônicas transmissíveis mais comuns são:
- AIDS/HIV
- Hepatite B / C
- Doença de Chagas
- Tuberculose
Sabendo quais são as doenças crônicas transmissíveis mais comuns, observamos que todas elas se desenvolvem a partir do contato com um agente contagiante, como vírus, bactérias e protozoários. Então, para evitá-las o ideal é não ter contato com esses agentes. Em alguns casos, como na hepatite B, é possível vacinar-se nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e o melhor é que não há nenhum custo ao usuário.
Na maioria dos casos, as doenças crônicas não transmissíveis estão ligadas ao estilo de vida, sedentarismo, alimentação desequilibrada, tabagismo e consumo de álcool são os principais fatores de risco relacionados ao seu aparecimento. Olha que interessante, todos esses fatores de risco podem ser modificados!
Principais doenças crônicas: quais são?
Listamos quais são as doenças crônicas não transmissíveis que mais se desenvolvem no mundo:
- Asma;
- Doença pulmonar obstrutiva crônica (bronquite crônica, enfisema pulmonar);
- Doenças cardiovasculares (hipertensão, insuficiência cardíaca, AVC, doença vascular periférica, entre outras)
- Diabetes;
- Câncer
- Doenças renais crônicas;
- Doenças neuropsiquiátricas (como depressão, distúrbios relacionados ao abuso de álcool e outras drogas, etc);
- Doença de Parkinson e Alzheimer;
Além do estilo de vida outro fator de risco que deve ser considerado é a predisposição genética, por isso, sempre que possível saiba quais são as doenças crônicas dos familiares mais próximos (pai, mãe, avós, tios e irmãos).
Geralmente para o surgimento dessas doenças é necessária a exposição à mais de um fator de risco e embora a genética não seja modificável, todos os outros são!
Obesidade é uma doença crônica?
Você deve estar se perguntando: Dra. Sophie, na lista de “quais são as doenças crônicas” você não colocou obesidade! Eu sempre li que obesidade é uma doença.
Ótima pergunta!
A Organização Mundial de Saúde (2002) coloca a obesidade como uma condição que pode aumentar o risco de desenvolvimento de algumas doenças crônicas, por isso não podemos afirmar que pessoas obesas têm ou terão doenças crônicas, pois ela é um fator de risco, assim como a consumo de álcool, tabagismo, pressão alta etc.
Agora que você já conhece quais são as doenças crônicas e como elas se desenvolvem, lembre-se:
A melhor forma de preveni-las é manter hábitos saudáveis com um estilo de vida mais ativo, reduzir o estresse, reservar momentos para a prática de atividades prazerosas, ter uma alimentação equilibrada e variada!
Eu sou contra dietas restritivas e acredito que o “comer normal” é uma questão de optar por alimentos mais frescos e naturais, cozinhar mais e não fazer dietas. Quer entender melhor? Veja o vídeo do meu canal abaixo:
Mas voltando… caso a doença comece a se desenvolver, o diagnóstico precoce, mudanças no estilo de vida e acompanhamento profissional especializado são importantes, pois podem retardar o quadro, evitar a sua progressão e até reverter o quadro.
Sem a adesão adequada ao tratamento ela pode progredir com o desenvolvimento concomitante de outras doenças, o que poderia agravar o estado geral de saúde.
Mesmo para aqueles que já estão diagnosticados há algum tempo e necessitam de intervenção medicamentosa, as mudanças no dia-a-dia trazem muitos benefícios e auxiliam na estabilidade da doença e também melhora a qualidade de vida e o bem estar global do indivíduo.
Vamos melhorar nosso estilo de vida?
Falando em melhorar o estilo de vida, você já conhece o meu programa online Efeito Sophie? É um programa para fazer as pazes com a comida e o corpo com vídeo aulas, materiais e atividades para você colocar em prática no dia a dia.
Eu não falo sobre nenhum tipo de dieta ou restrição “milagrosa” nesse programa, minha missão é você voltar a ter equilíbrio na sua alimentação sem estresses e culpa. Comer deve ser um ato de prazer!
É possível ter um peso saudável comendo de tudo (mas não tudo)! Seguindo as dicas, você irá encontrar um caminho mais leve e que gradualmente (no seu tempo), te ajudará a chegar no seu peso saudável.
Vamos juntos nessa? Se inscreva no programa online Efeito Sophie!
E lembre-se, o programa não substitui um tratamento médico. Se você suspeita estar com alguma doença mais séria, aconselho que procure um médico para um diagnóstico preciso, combinado?
Saúde! Bon appétit!







