{"id":11526,"date":"2016-01-11T17:26:47","date_gmt":"2016-01-11T19:26:47","guid":{"rendered":"https:\/\/sitesquare.com.br\/blog\/br\/?p=11526"},"modified":"2016-01-11T17:26:47","modified_gmt":"2016-01-11T19:26:47","slug":"valor-economico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sitesquare.com.br\/blog\/br\/geral\/valor-economico\/","title":{"rendered":"Entrevista para o Valor Econ\u00f4mico"},"content":{"rendered":"<p>Entrevista para o Valor Econ\u00f4mico. Dia 30\/10\/2014 participo do semin\u00e1rio internacional Alimenta\u00e7\u00e3o Hoje: Entre Car\u00eancias e Excessos.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/sitesquare.com.br\/blog\/br\/efeito-sophie\/?utm_source=blog&amp;utm_medium=cta-imagem-na-midia&amp;utm_campaign=conteudo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sitesquare.com.br\/blog\/br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/sophie11.jpg\" width=\"100%\" height=\"100%\" align=\"center\" border=\"0\" \/><br \/>\n<\/a><br \/>\nReproduzo aqui o artigo com a autoriza\u00e7\u00e3o do jornal.<br \/>\n<img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-3604 size-full\" src=\"http:\/\/www.valor.com.br\/sites\/all\/themes\/basic\/images\/logo-valor-economico-v2.png\" alt=\"Logo Valor Econ\u00f4mico\" width=\"165\" height=\"56\" \/><br \/>\n22\/10\/2014 \u2013 05:00<br \/>\nSemin\u00e1rio internacional discute cultura e educa\u00e7\u00e3o alimentar<br \/>\nPor Maria da Paz Trefaut<br \/>\n<em>A nutricionista Sophie Deram, especialista em transtornos alimentares<\/em><br \/>\nQual o impacto da pol\u00edtica e da economia nos h\u00e1bitos \u00e0 mesa? De que forma a cultura e a educa\u00e7\u00e3o alimentar s\u00e3o perme\u00e1veis a modismos? Essas e outras quest\u00f5es ser\u00e3o levantadas no semin\u00e1rio internacional Alimenta\u00e7\u00e3o Hoje: Entre Car\u00eancias e Excessos, que ocorre entre os dias 28 e 30, no Sesc Belenzinho, em S\u00e3o Paulo. Dezenove profissionais de v\u00e1rias \u00e1reas, dos EUA, da Espanha e do Brasil, v\u00e3o participar da programa\u00e7\u00e3o, que tratar\u00e1 de assuntos diversos como sustentabilidade, nutri\u00e7\u00e3o, publicidade, produ\u00e7\u00e3o e acesso ao alimento.<br \/>\nNum painel como esse, n\u00e3o poderia faltar uma abordagem sobre obesidade e dietas. Afinal, tudo leva a crer que a difus\u00e3o da gastronomia cresce no mesmo compasso que a obsess\u00e3o pela boa forma e pelos regimes alimentares rigorosos. A tend\u00eancia do momento, por\u00e9m, \u00e9 dar voz a quem critica as dietas restritivas \u2013 aquelas que suprimem totalmente os carboidratos ou deixam as pessoas com fome por conta do baix\u00edssimo consumo cal\u00f3rico. Apesar de existirem estudos desde 1985 que contestam esses modelos alimentares, eles continuam a ser prescritos.<br \/>\nA mesa-redonda sobre educa\u00e7\u00e3o alimentar trar\u00e1 duas nutricionistas: Elisabetta Recine, ligada a pol\u00edticas p\u00fablicas de alimenta\u00e7\u00e3o, e Sophie Deram, especialista em transtornos alimentares. Juntas, falar\u00e3o de estrat\u00e9gias educativas para a alimenta\u00e7\u00e3o e sobre o quanto \u00e9 dif\u00edcil para o p\u00fablico encontrar um caminho diante de tanta informa\u00e7\u00e3o e contrainforma\u00e7\u00e3o alimentar.<br \/>\nSophie, formada na Fran\u00e7a, com especializa\u00e7\u00e3o na Calif\u00f3rnia e doutorado em endocrinologia na USP, vai criticar o alarmismo que tem sido feito em torno da obesidade. \u201cClaro que o assunto \u00e9 importante, mas deve ser tratado de uma forma menos terrorista. Tenho percebido que a maioria das pessoas com transtornos alimentares graves come\u00e7ou com esse quadro depois de fazer dietas de emagrecimento.\u201d<br \/>\nSophie pesquisa o efeito das dietas restritivas. \u201cH\u00e1 pesquisas que mostram que elas engordam a longo prazo. O prazer de comer \u00e9 importante e faz parte da vida equilibrada. Uma pessoa que come com prazer, no fim, vai comer menos do que outra que nega vontades e desejos.\u201d Segundo ela, as dietas radicais podem causar estresse no c\u00e9rebro e levar \u00e0 compuls\u00e3o alimentar. \u201cSou totalmente contra dietas para crian\u00e7as, pois elas est\u00e3o com o corpo em desenvolvimento. H\u00e1 estudos que mostram que essa experi\u00eancia pode levar \u00e0 compuls\u00e3o alimentar na adolesc\u00eancia.\u201d<br \/>\nA perspectiva de somar sa\u00fade e equil\u00edbrio \u00e0 mesa introduz outro aspecto contemplado no semin\u00e1rio, a cultura alimentar. Uma das pessoas escaladas para falar desse assunto \u00e9 Bela Gil, que apresenta o programa \u201cBela Cozinha\u201d, no GNT. \u201cComer de acordo com a pr\u00f3pria cultura faz bem para o meio ambiente [pois comemos comidas locais, sem grande deslocamento], para a economia e para a nossa sa\u00fade\u201d, diz ela, que abordar\u00e1, tamb\u00e9m, \u201ca dificuldade que temos de reconhecer a comida como forma de cultura num mundo completamente globalizado e moderno\u201d.<br \/>\nBela nem se lembra da \u00faltima vez em que comeu biscoitos e salgadinhos de pacote, balas, bombons, refrigerantes, sucos de caixinha, presunto, peito de peru e outros produtos industrializados. Mas acredita que hoje as pessoas est\u00e3o mais abertas para experimentar coisas novas. \u201cAntigamente comida natural era sin\u00f4nimo de hippie, macrobi\u00f3tico, p\u00e9-sujo. Na verdade, comer de forma natural ajuda a preservar a sa\u00fade, diminui os gastos p\u00fablicos com doen\u00e7as cr\u00f4nicas diretamente relacionadas com a alimenta\u00e7\u00e3o, como diabetes, hipertens\u00e3o, doen\u00e7as card\u00edacas e c\u00e2ncer. E, ainda, ajuda a preservar o meio ambiente, por evitar o uso de agrot\u00f3xicos.\u201d<br \/>\nO tema ambiente ter\u00e1 palestrante internacional: o ativista americano antitransg\u00eanicos Jeffrey Smith, diretor executivo do Institute of Responsible Technology. Ao Valor, disse que \u201cmilhares de m\u00e9dicos nos EUA\u201d j\u00e1 prescrevem dietas sem organismos geneticamente modificados (OGM). E que, ao suprimir esses alimentos, os pacientes \u201cdescrevem melhorias significativas na sa\u00fade, al\u00edvio de sintomas gastrointestinais, redu\u00e7\u00e3o de problemas reprodutivos e melhoria no sistema imunol\u00f3gico\u201d.<br \/>\nOs EUA s\u00e3o o pa\u00eds onde mais cresce a produ\u00e7\u00e3o de transg\u00eanicos e, segundo Smith, o \u201cprocesso de aprova\u00e7\u00e3o desses alimentos \u00e9 uma fachada\u201d. \u201cN\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio nenhum teste de seguran\u00e7a ou rotulagem. Essa pol\u00edtica foi criada pelo Food and Drug Administration [\u00f3rg\u00e3o governamental respons\u00e1vel pelo controle de alimentos], depois que a Casa Branca instruiu-os a promover os OGM. Mas o conhecimento sobre os perigos que representam para a sa\u00fade est\u00e1 se espalhando. Segundo inqu\u00e9rito independente realizado neste ano pelo Hartmann Group, 40% dos americanos dizem que est\u00e3o reduzindo ou evitando os OGM\u201d.<br \/>\nSem radicalismos e de forma quase prosaica se dar\u00e1 a participa\u00e7\u00e3o da nutricionista Neide Rigo, especialista em plantas n\u00e3o convencionais encontradas no espa\u00e7o urbano. Ela far\u00e1 uma oficina para mostrar e difundir esp\u00e9cies que quase desapareceram das cidades: mangarito, serralha, taioba, beldroegas e v\u00e1rias frutas. \u201cS\u00e3o plantas que podem ser aproveitadas como quaisquer outras. S\u00e3o boas fontes de fibras, minerais, antioxidantes e vitaminas.\u201d<br \/>\nComo evitar que desapare\u00e7am? \u201cPlantar, falar delas, comprar quando encontrar e quando viajar. Cada pessoa que conhece um pouco sobre essas plantas pode funcionar como multiplicador: espalhando a informa\u00e7\u00e3o, postando em blogs. \u00c9 um processo lento, mas quem sabe\u2026\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista para o Valor Econ\u00f4mico. Dia 30\/10\/2014 participo do semin\u00e1rio internacional Alimenta\u00e7\u00e3o Hoje: Entre Car\u00eancias e Excessos. Reproduzo aqui o artigo com a autoriza\u00e7\u00e3o do jornal. 22\/10\/2014 \u2013 05:00 Semin\u00e1rio internacional discute cultura e educa\u00e7\u00e3o alimentar Por Maria da Paz Trefaut A nutricionista Sophie Deram, especialista em transtornos alimentares Qual o impacto da pol\u00edtica e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-11526","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sitesquare.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11526","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sitesquare.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sitesquare.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sitesquare.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sitesquare.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11526"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sitesquare.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11526\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sitesquare.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11526"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sitesquare.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11526"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sitesquare.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11526"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}